Camylla Ribeiro

Luchando, cuerpo a cuerpo, con la muerte,
al borde del abismo, estoy clamando
a Dios. Y su silencio, retumbando,
ahoga mi voz en el vacío inerte.

Oh Dios. Si he de morir, quiero tenerte
despierto. Y, noche a noche, no sé cuándo
oirás mi voz. Oh Dios. Estoy hablando
solo. Arañando sombras para verte.

Alzo la mano, y tú me la cercenas.
Abro los ojos: me los sajas vivos.
Sed tengo, y sal se vuelven tus arenas.

Esto es ser hombre: horror a manos llenas.
Ser —y no ser— eternos, fugitivos.
¡Ángel con grandes alas de cadenas!
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Caso você queira posso passar seu terno, aquele que você não usa por estar amarrotado.
Costuro as suas meias para o longo inverno...
Use capa de chuva, não quero ter você molhado.
Se de noite fizer aquele tão esperado frio poderei cobrir-lhe com o meu corpo inteiro.
E verás como minha a minha pele de algodão macio, agora quente, será fresca quando janeiro.
Nos meses de outono eu varro a sua varanda, para deitarmos debaixo de todos os planetas.
O meu cheiro te acolherá com toques de lavanda - Em mim há outras mulheres e algumas ninfetas - Depois olantarei para ti margaridas da primavera e aí no meu corpo somente você e leves vestidos, para serem tirados pelo total desejo de quimera.
Os meus desejos irei ver nos teus olhos refletidos.
Mas quando for a hora de me calar e ir embora sei que, sofrendo, deixarei você longe de mim.
Não me envergonharia de pedir ao seu amor esmola, mas não quero que o meu verão resseque o seu jardim.
(Nem vou deixar - mesmo querendo - nenhuma fotografia.
Só o frio, os planetas, as ninfetas e toda a minha poesia)

Fernanda Young
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Meu corpo está frio
Mas por dentro ardo eu
O desejo maldito
Que o meu corpo acendeu

Sei o que você quer
Teu corpo me chama
Renda-se ao convite
Meu corpo te clama

As poesias de amor
Apenas alvitres são
Meu corpo declama
Agora a doce devassidão

Ouça meu chamado
Teus desejos consentirei
Aprecie o meu corpo
Tua mente envolverei

Embarcarei em teus sonhos
E de mim poderás provar
Aproveite essa noite
Para teus bel-prazeres realizar

Você é meu deus
Anjo caído em maldição
Mas durante essa fria noite
Eu sou a dona da perversão!
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Aqui novamente querida?
Junte-se a mim.
Apresento-te ilíada.
Ela se pinta de carmim.

Veja como é jovem.
Pena que já vai trabalhar.
Essa é sua ordem:
Sua mãe ajudar.

Linda a dedicação,
Não acha?
Mas ela sente em seu coração,
Que não se encaixa.

Mira.
O comprador é um jovem adulto.
Percebeu querida?
Ela é o produto.

Esse é o resultado:
O homem a despe e faz o que quer.
Ele a usa extasiado.
Ela toma como dor o prazer de ser mulher.

Pequena ilíada,
Conseguiu.
Mas a mãe tomou o dinheiro
E sumiu.

E agora?
Quem alimenta o irmão?
Olha a hora.
Ela volta a passar de mão em mão

.
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Mesmo tão distante
Teu corpo ainda anseio
Mesmo sem ter te tocado
Tua boca saboreio

Minha alma poetisa
A tua agora anhora
E o primeiro doce toque
Ela agora implora

Tuas mãos em minhas pernas
O delicado gemido sacando
Tua boca na minha
Aquele gemido calando

Minhas mãos em tuas costas
As leves unhas arranhando
Minhas pernas ao teu redor
Ao teu corpo me apertando

Minha boca em teu pescoço
Suavemente mordendo
As marcas deixando
O sangue escorrendo

O sabor da tua pele
Meus lábios sugando
Minhas mãos em tuas coxas
Suavemente pressionando

Tua língua no meu ventre
Descendo, explorando
De volta à minha boca
Eu, do meu sabor provando

Colando em minha entreperna
Sua masculinidade apertando
Os efeitos do seu prazer
Devagar me penetrando

Uma investida suave
Mais forte se tornando
Mais duro, mais rápido
Meus gritos ecoando

.
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Hoje, mais uma vez,
O som do mestre ouvi
O chamado familiar
À saudade decaí

Outra quimera confusa
Outra peça pregada
O bobo da corte é minha mente
Que volta a deixar-me despedaçada

Em sonhos te ouço
Ou talvez finja ouvir
Mais uma torpe nostalgia
Que finjo não sentir

Caio uma vez
Sob minhas mãos choro
Oh, Erzie, querido
Não sabes o quanto te anhoro

Uma mão quente me tocou
Isto eu, vezes, já vi
Só mais uma miragem,
Ou é real o que senti?

Um corpo me abraça
O perfume é familiar
Finalmente, mestre meu,
Volto a te encontrar!



Para Erzie, meu mestre.
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Acho que a saudade bateu... Me deu vontade de relembrar os tempos de MG... Essa é uma poesia da Tríade (Raquel, Meillyne e Ars Amandi) em homenagem ao meu grande mestre Erzengel Ther Trauer


Ele me encantou
Ao primeiro verso que escreveu
E com tudo que falou
Minha alma cedeu

Elogios lançou
Achou que meu fã seria
Mas meu ídolo se tornou
Ora, quem acreditaria?

Seja falando de amor
Ou talvez de perversão
Seja escrevendo o que for
Escreve com o coração

Com seu jeito que me espelhou frieza,
Mas seu coração terno,
Sempre com destino a grandeza,
Em seu talento eterno.

Mistérios e segredos.
Sua vida a me contar.
Felicidades e medos.
Com seu carinho a me encantar.

Alguém que pouco conheço,
Que logo me conquistou.
Com carinho e sem preço,
Minha amizade ganhou.

Só tenho a agradecer.
Onde o tempo que passar.
Logo vai acontecer.
Uma eterna amizade surgirá.

Lindos elogios e palavras.
Hoje com toda emoção.
Vejo-me alegrar a alma.
Obrigada, de todo meu coração.
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"A beleza da mania religiosa é que ela tem o poder de explicar tudo. Uma vez que Deus (ou Satã) são aceitos como a primeira causa de tudo que acontece no mundo mortal, nada é deixado à sorte... a lógica pode ser alegremente jogada pela janela."

Stephen King
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Grite

Não queira morrer

Todo esse medo

Eu o sinto derreter



Eu sinto o seu cheiro

Mesmo ante o pânico

Você é um homem

Do meu corpo ouve o cântico



Ele te chama

Verdade monsieur?

Você quer minha cama

Mesmo se morrer



Possua-me

Se for capaz

Afaste o medo

Vamos ver o que faz



Ganhe meu corpo

Você tem uma chance

Pense bem

Esse é o único lance



Pese as eleições

Se você perder

Seu medo eternamente

Vai me pertencer



Vamos
mon amour
Toque-me suavemente

Assim como levarei

Sua vida calmamente
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Quando minha voz cale
Leva-la onde possa gritar
Um ultimo grito surdo
Para que possa descansar

Que esse lugar livre
Seja o paraíso onde nasci
Esse lugar é dela enterro
O paraíso onde cresci

Minha terra nunca será prisão
Nela livre voz será
Exile-a como é desejo
Para que possa descansar

Depois de calada
Calada não estará
Porque até onde o olho alcança
Minha terra livre será

Minha voz
Livre estará
E entre coqueiros dourados
Eternamente voará
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Eu passo horas
Tentando não pensar
Eu perco tempo
Brincando de tentar
Porque eu finjo
Que não é isso que eu quero?
Porque eu dissimulo?
Se é só isso que eu espero
Porque eu tento
Ou finjo tentar
Não ser romântica
E, em ti, não pensar?
Eu tenho medo
Que você não me queira
Não como eu te quero
Ou de nenhuma maneira
Tenho medo
Não adianta negar
Tenho de admitir
Meu deleite é te amar
Eu queria ter certeza
Que você me quer
Quer-me como um amor
E não só como mulher
A certeza é impossível
Isso eu creio saber
Mas bastaria ouvir-te
Para meu coração aquecer
Você realmente me quer?
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Prepare-se
Vista seu vestido mais bonito
Use a manta do infinito
Está pronta?
A valsa vai começar

Adentre o salão
A música está a tocar
Dê-me sua mão
Vamos agora dançar

Vejo um rosto
Está radiante
Vejo o piano
Ali adiante

Você os vê querida?
Você consegue sentir?
Sim?
Então continuemos

Reluzimos
Dê-me teu coração
Despimo-nos
Bem-vinda à valsa da perversão
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Estou sentada à minha mesa, ouço mais uma enfadonha aula de inglês, enquanto aguardo que meus companheiros finalizem os deveres. Na verdade, não confiro muita aplicação a essa aula. É um pouco entediante. Acho que é perceptível pelo que escrevo na ocasião. A grande dificuldade é que, dessa vez, não tenho contexto para distrair-vos em palavras difíceis.
Agora estamos na aula de religião, mais uma importuna aula. Tivemos um pequeno debate sobreo já bem debatido problema (ou solução) de desligar os aparelhos vitais de um enfermo terminal. E você? Tem uma opinião formada? Já passou por algo assim? A Eutanásia é uma decisão difícil. Você mataria sua mãe? Não? E a deixaria sofrer em uma doença eu terminal? Repense seus conceitos. Seria egoísmo mata-la? Estaríamos apenas tentando descansar? Seria egoísmo deixa-la viver? Estaríamos apenas tentando prende-la ao nosso lado? E então? Qual seria sua decisão?
Você pode tentar decidir algo ou apenas recriminar-me por levantar o tema, mas a grande verdade é que você só poderá decidir quando se deparar com essa situação, com esse ponto sem retorno.
Melhor pedir para não saber decidir. É complicado. Às vezes é melhor não saber, prender-se na ignorância. De que vale essa inteligência se é acompanhada por dor?
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Minha droga
Minha alucinação
À sobriedade
Doce alusão

Hoje
Eu não quero realidade
Hoje
Eu quero ebriedade

Agora
Eu quero sonhar
E com as asas da fantasia
Quero somente voar

Quero esquecer
Na loucura cair
Quero me perder
E do mundo fugir

Nos braços da quimera
Quero me aninhar
No calor da paixão
Quero agora me esquentar

Perder-me na incerteza
Saltar no vão da ilusão
E no cabal da luxuria
Entregar-me à sedução

Meu extasy eu peço
Meu pecado é o querer?
Então me condena agora
Porque eu quero você
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Estou sentada no meu cômodo divã, assistindo na TV mais um insigne relato sobre os homicídios seqüenciais mais afamados do mundo. O monstro de Gênova, Monsalve, O açougueiro de Rostov, Javed Iqbal, O palhaço assassino, Rosemary West, Jack o estripador. Essas alcunhas são conhecidas não? Conjeturo que sim. Você já parou pra refletir na impassibilidade desses homicidas ao violentarem, estrangularem, esfolarem, dilacerarem ou puramente assassinarem a cada uma de suas vitimas? Vendo os olhos dos imaculados não tão imaculados assim, ouvindo suas vozes obsecrarem. Essa vitima jura ser inocente, o assassino jura ser inocente, mas quem é inocente hoje? Uma criança pode nascer com uma enfermidade venérea, muitos dizem que um nasce com a historia que habitou na vida anterior. Inocência? Isso existe? Isso é um animal raro em extinção. Se inocência não existe, pelo que esses assassinos são condenados? E pelo que eles condenam?
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"Asomaba a sus ojos una lágrima
y a mi labio una frase de perdón;
habló el orgullo y se enjugó su llanto,
y la frase en mis labios expiró.

Yo voy por un camino; ella, por otro;
pero, al pensar en nuestro mutuo amor,
yo digo aún: —¿Por qué callé aquel día?
Y ella dirá: —¿Por qué no lloré yo?"

Gustavo Adolfo Bécquer

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Sabe, é meio bizarra a comiseração humana de tentar compreender outra pessoa, quando nem mesmo entende a si mesma. Você tenta me entender. O que tento dizer nessas sintaxes estranhas e discordantes? O que tento te expor? O que estou tentando pregar?

Você finge entender, finge saber o que digo, entre minhas palavras pulcras e rebuscadas. Sim carinho? Você realmente entende? Então profira o que quero pronunciar, pois eu não me entendo, não sei o que quero articular, o que tenho que contar. Contudo eu sei que é algo, ou não?Por que exclusivamente te narro termos rebuscados? Eu tento dissimular meus válidos cálices sob minha inventiva agudeza?

Você agora olha para essas palavras congregadas em um aleivoso escrito e pensa: que frivolidades infantis, que infantilidades frívolas, só mais uma perca de tempo.

Eu perco tempo escrevendo, você perde tempo lendo e fingindo ignorar. Somos prósperos em nossas existências, ou não? Você é ditoso fingindo ignorar os que você na verdade menoscaba? Eu sou feliz na minha vida? Você acha que eu sou feliz se estou aqui escrevendo?

Porque minhas inquires não silenciam? Porque elas não cessam de indagar o que ninguém sabe contestar?
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Apresento-me, sou Ars Amandi. Vocês me encontrarão com certa freqüência por aqui, sou apenas mais uma alma mundana e venho para narrar algumas historias que podeis ver atraentes e com certo sentido burlesco. Em alguns momentos posso me deter em temas horacianos, pode ser chato e um pouco enfadonho, eu prometo que não vou ser simples. Minha escrita segue os conceitos de Góngora, espero não ser tão pratica, tenho meus segredos e não gosto que eles sejam facilmente desvendados. Vamos brincar?


Em uma noite longa
Um solstício de inverno
Libertamos os prazeres
De nosso amor eterno


Reluzia impetuosa
Entre sonhos mil
Voando imperiosa
Cruzando o céu anil


Ela, cruel,
Sobre uma cama de cetim,
Manchava os lençóis,
Com o tom carmim.


Nossos corpos engalfinhados
Corados com o calor
O prazer suado
Desvendando o amor


Imaginação a planar
Elevada pelo ar
Mente a flutuar
Na nossa perversão de amar


É perfeita e imperfeita.
É sagrada, é profana.
É divina e diabólica.
É Sã, é Insana.

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